"Mais que uma mão estendida
mais que um belo sorriso
mais do que a alegria de dividir
mais do que sonhar os mesmos sonhos
ou doer as mesmas dores
muito mais do que o silêncio que fala
ou da voz que cala, para ouvir
é, a amizade, o alimento que nos sacia a alma
e nos é ofertado por alguém que crê em nós."
(autor desconhecido)
terça-feira, 21 de julho de 2009
domingo, 19 de julho de 2009
Um caso de amor por Niterói...
Minha mãe nasceu em Niterói, no bairro do Barreto. Minha avó também, mas em Jurujuba. Meu irmão lá estudou e mais tarde morou por longos 7 anos em Niterói, em Pendotiba, onde sua filha ainda reside.
E eu, além da família, a cada dia que passa, coleciono amigos e mais amigos em Niterói. Daí, não me faltam pretextos para ir àquela cidade. E quando me faltam, vou assim mesmo. Vivo enamorada pela cidade, circulo com alguma facilidade. Fico relativamente à vontade.
Ainda hoje, estava entristecida com algumas coisas, pensativa na minha vida, domingão cinzento, sentido-me solitária e esquecida de todos, deixe-me distrair como guia de turismo e circulei pela cidade com uma grande e boa amiga e seus dois filhos. Fiz um passeio mais a meu gosto que ao deles. Ao final, eu não queria voltar pra casa, queria abandonar-me por lá, em algum canto. Quem sabe se alguém sentiria falta de mim ? Maldade... claro que sim. No mínimo, meus pais. Nada demais. Apenas uma dramática crise passageira de sentimento de abandono, num domingo em que eu queria mesmo era a companhia de alguém especial. Que infelizmente (pra mim) não me quer. Ou pelo menos, não me quer, como eu o quero. Fazer o quê, né ?
Niterói que me aguente, enquanto isso...
Dayse
19-julho-2009
E eu, além da família, a cada dia que passa, coleciono amigos e mais amigos em Niterói. Daí, não me faltam pretextos para ir àquela cidade. E quando me faltam, vou assim mesmo. Vivo enamorada pela cidade, circulo com alguma facilidade. Fico relativamente à vontade.
Ainda hoje, estava entristecida com algumas coisas, pensativa na minha vida, domingão cinzento, sentido-me solitária e esquecida de todos, deixe-me distrair como guia de turismo e circulei pela cidade com uma grande e boa amiga e seus dois filhos. Fiz um passeio mais a meu gosto que ao deles. Ao final, eu não queria voltar pra casa, queria abandonar-me por lá, em algum canto. Quem sabe se alguém sentiria falta de mim ? Maldade... claro que sim. No mínimo, meus pais. Nada demais. Apenas uma dramática crise passageira de sentimento de abandono, num domingo em que eu queria mesmo era a companhia de alguém especial. Que infelizmente (pra mim) não me quer. Ou pelo menos, não me quer, como eu o quero. Fazer o quê, né ?
Niterói que me aguente, enquanto isso...
Dayse
19-julho-2009
Meias vontades - Danuza Leão
(Às vezes, dá uma vontade de chutar o balde ... risos...)
Não há nada que me deixe mais frustrada
do que pedir sorvete de sobremesa,
contar os minutos até ele chegar
e aí ver o garçom colocar na minha frente
uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante,
menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência,
comprar um litro de sorvete bem cremoso
e saborear em casa com direito a repetir quantas
vezes a gente quiser,
sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções,
de prazeres meia-boca,
de aventuras pela metade..
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual,
mas tem que fingir que é difícil
(a imensa maioria das mulheres
continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado,
mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo,
mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD,
esparramada no sofá,
mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar',
tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero,
politicamente correta
e existencialmente sem-graça,
enquanto a gente vai ficando melancolicamente
sem tesão...
Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'.
Deixar de lado a régua,
o compasso,
a bússola,
a balança
e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente
e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou
e disse uma frase mais ou menos assim:
'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'....
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem,
podemos (devemos?) desejar
várias bolas de sorvete,
bombons de muitos sabores,
vários beijos bem dados,
a água batendo sem pressa no corpo,
o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga:
cinco bolas de sorvete de chocolate,
um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order',
uma caixa de trufas bem macias
e o Richard Gere, nu,
embrulhado pra presente.
OK?
Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago . . .
Não há nada que me deixe mais frustrada
do que pedir sorvete de sobremesa,
contar os minutos até ele chegar
e aí ver o garçom colocar na minha frente
uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante,
menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência,
comprar um litro de sorvete bem cremoso
e saborear em casa com direito a repetir quantas
vezes a gente quiser,
sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções,
de prazeres meia-boca,
de aventuras pela metade..
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual,
mas tem que fingir que é difícil
(a imensa maioria das mulheres
continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado,
mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo,
mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD,
esparramada no sofá,
mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar',
tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero,
politicamente correta
e existencialmente sem-graça,
enquanto a gente vai ficando melancolicamente
sem tesão...
Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'.
Deixar de lado a régua,
o compasso,
a bússola,
a balança
e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente
e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou
e disse uma frase mais ou menos assim:
'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'....
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem,
podemos (devemos?) desejar
várias bolas de sorvete,
bombons de muitos sabores,
vários beijos bem dados,
a água batendo sem pressa no corpo,
o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga:
cinco bolas de sorvete de chocolate,
um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order',
uma caixa de trufas bem macias
e o Richard Gere, nu,
embrulhado pra presente.
OK?
Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago . . .
presente de aniversário que ganhei : criativo, original, único, especial
é admirável tua força, amiga
não aceita nada menos que alegria
se os fatos se precipitam, te derrubam
não perde tempo em lamentos e lágrimas
"ferida sim, mas viva" é o teu lema
bandeira que levas a frente do peito
um estandarte da tua estória, da tua vida
que te dá forças para combater injustiças
que te faz perseguir os objetivos mais nobres
objetivos que nascem do coração de guerreira
sei que o destino te reserva um grande amor
porque quem tanto ama há que ser muito amado
então teu sorriso será ainda mais belo
e tua alegria ainda mais contagiante
até lá, amiga, viva tua vida
e ensina-nos a viver com alegria
autor : Antonio Helio Monteiro
não aceita nada menos que alegria
se os fatos se precipitam, te derrubam
não perde tempo em lamentos e lágrimas
"ferida sim, mas viva" é o teu lema
bandeira que levas a frente do peito
um estandarte da tua estória, da tua vida
que te dá forças para combater injustiças
que te faz perseguir os objetivos mais nobres
objetivos que nascem do coração de guerreira
sei que o destino te reserva um grande amor
porque quem tanto ama há que ser muito amado
então teu sorriso será ainda mais belo
e tua alegria ainda mais contagiante
até lá, amiga, viva tua vida
e ensina-nos a viver com alegria
autor : Antonio Helio Monteiro
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