Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.
Dificuldades para fazê-la forte.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância
das pessoas que passam por suas vidas.
(C.Lispector)
sábado, 11 de abril de 2009
ai...a crise !
Há Vagas. A crise chegou, com demissões, mas a IBM brasileira tem 300 vagas em aberto. Ricardo Pelegrini lembra que a empresa é agora uma prestadora de serviços - e isso se faz com gente
Sim, a crise existe - e sempre existiu e existirá. Pode ser a crise na sua empresa, a crise no seu departamento, a crise na sua cidade, a crise na sua área de trabalho, a crise no seu país ou até uma crise na economia global.
Na verdade, sempre haverá uma crise com a qual temos que lidar.
Mas sabe de uma coisa? A única crise que deve ser resolvida imediatamente é a crise dentro de nós. Quando você está em crise, até o paraíso entra em crise. Quando o mundo está em crise, mas você está bem, tudo parece acontecer de uma forma quase mágica. Você se torna uma bóia salva-vidas ao lado do Titanic.
A crise real é aquela que existe em você. O resto é apenas barulho e interferência. São obstáculos. São desafios. Mas não tem sequer 1 décimo do poder que tem sua própria forma de ver o mundo.
Sim, a crise existe - e sempre existiu e existirá. Pode ser a crise na sua empresa, a crise no seu departamento, a crise na sua cidade, a crise na sua área de trabalho, a crise no seu país ou até uma crise na economia global.
Na verdade, sempre haverá uma crise com a qual temos que lidar.
Mas sabe de uma coisa? A única crise que deve ser resolvida imediatamente é a crise dentro de nós. Quando você está em crise, até o paraíso entra em crise. Quando o mundo está em crise, mas você está bem, tudo parece acontecer de uma forma quase mágica. Você se torna uma bóia salva-vidas ao lado do Titanic.
A crise real é aquela que existe em você. O resto é apenas barulho e interferência. São obstáculos. São desafios. Mas não tem sequer 1 décimo do poder que tem sua própria forma de ver o mundo.
Mudança sempre nos renova...
Diz a Lya Luft,
Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher. Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades. E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível... A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito. Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?'
Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas. Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.
A fonte da juventude chama-se mudança.
De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora. A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas. Eu pretendo Mudança, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho. Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol. Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional. Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os
questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza. Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna. Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho...'VAMOS ACENDER NOSSOS OLHARES!!!!
Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher. Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades. E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível... A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito. Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?'
Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas. Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.
A fonte da juventude chama-se mudança.
De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora. A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas. Eu pretendo Mudança, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho. Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol. Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional. Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os
questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza. Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna. Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho...'VAMOS ACENDER NOSSOS OLHARES!!!!
Sentar-se à janela...e não perder nenhum detalhe da nossa viagem...
SENTAR-SE À JANELA
Alexandre Garcia, jornalista
Era criança quando, pela primeira vez entrei em um avião. A ansiedade de voar era enorme. Eu queria me sentar ao lado da janela de qualquer jeito, acompanhar o vôo desde o primeiro momento e sentir o avião correndo na pista cada vez mais rápido até a decolagem. Ao olhar pela janela via, sem palavras, o avião rompendo as nuvens,chegando ao céu azul. Tudo era novidade e fantasia. Cresci, me formei, e comecei a trabalhar. No meu trabalho, desde o início, voar era uma necessidade constante.
As reuniões em outras cidades e a correria me obrigavam, às vezes, a estar em dois lugares num mesmo dia.
No início pedia sempre poltronas ao lado da janela, e, ainda com olhos de menino, fitava as nuvens, curtia a viagem, e nem me incomodava de esperar um pouco mais para sair do avião, pegar a bagagem, coisa e tal. O tempo foi passando, a correria aumentando, e já não fazia questão de me sentar à janela, nem mesmo de ver as nuvens, o sol, as cidades abaixo, o mar ou qualquer paisagem que fosse.
Perdi o encanto. Pensava somente em chegar e sair, me acomodar rápido e sair rápido. As poltronas do corredor agora eram exigência . Mais fáceis para sair sem ter que esperar ninguém, sempre e sempre preocupado com a hora, com o compromisso, com tudo, menos com a viagem, com a paisagem, comigo mesmo.
Por um desses maravilhosos 'acasos' do destino, estava eu louco para voltar de São Paulo numa tarde chuvosa, precisando chegar em Recife o mais rápido possível.
O vôo estava lotado e o único lugar disponível era uma janela, na última poltrona. Sem pensar concordei de imediato, peguei meu bilhete e fui para o embarque.
Embarquei no avião, me acomodei na poltrona indicada: a janela. Janela que há muito eu não via, ou melhor, pela qual já não me preocupava em olhar. E, num rompante, assim que o avião decolou, lembrei-me da primeira vez que voara. Senti novamente e estranhamente aquela ansiedade, aquele frio na barriga. Olhava o avião rompendo as nuvens escuras até que, tendo passado pela chuva, apareceu o céu.
Era de um azul tão lindo como jamais tinha visto. E também o sol, que brilhava como se tivesse acabado de nascer.
Naquele instante, em que voltei a ser criança, percebi que estava deixando de viver um pouco a cada viagem em que desprezava aquela
vista.
Pensei comigo mesmo: será que em relação às outras coisas da minha vida eu também não havia deixado de me sentar à janela, como, por exemplo, olhar pela janela das minhas amizades, do meu casamento, do meu trabalho e convívio pessoal? Creio que aos poucos, e mesmo sem perceber, deixamos de olhar pela Janela da nossa vida.
A vida também é uma viagem e se não nos sentarmos à janela, perdemos o que há de melhor: as paisagens, que são nossos amores, alegrias, tristezas, enfim, tudo o que nos mantém vivos.
Se viajarmos somente na poltrona do corredor, com pressa de chegar, sabe-se lá aonde, perderemos a oportunidade de apreciar as belezas que a viagem nos oferece.
Se você também está num ritmo acelerado, pedindo sempre poltronas do corredor, para embarcar e desembarcar rápido e 'ganhar tempo', pare um pouco e reflita sobre aonde você quer chegar.
A aeronave da nossa existência voa célere e a duração da viagem não é anunciada pelo comandante. Não sabemos quanto tempo ainda nos resta. Por essa razão, vale a pena sentar próximo da janela para não perder nenhum detalhe.
Alexandre Garcia, jornalista
Era criança quando, pela primeira vez entrei em um avião. A ansiedade de voar era enorme. Eu queria me sentar ao lado da janela de qualquer jeito, acompanhar o vôo desde o primeiro momento e sentir o avião correndo na pista cada vez mais rápido até a decolagem. Ao olhar pela janela via, sem palavras, o avião rompendo as nuvens,chegando ao céu azul. Tudo era novidade e fantasia. Cresci, me formei, e comecei a trabalhar. No meu trabalho, desde o início, voar era uma necessidade constante.
As reuniões em outras cidades e a correria me obrigavam, às vezes, a estar em dois lugares num mesmo dia.
No início pedia sempre poltronas ao lado da janela, e, ainda com olhos de menino, fitava as nuvens, curtia a viagem, e nem me incomodava de esperar um pouco mais para sair do avião, pegar a bagagem, coisa e tal. O tempo foi passando, a correria aumentando, e já não fazia questão de me sentar à janela, nem mesmo de ver as nuvens, o sol, as cidades abaixo, o mar ou qualquer paisagem que fosse.
Perdi o encanto. Pensava somente em chegar e sair, me acomodar rápido e sair rápido. As poltronas do corredor agora eram exigência . Mais fáceis para sair sem ter que esperar ninguém, sempre e sempre preocupado com a hora, com o compromisso, com tudo, menos com a viagem, com a paisagem, comigo mesmo.
Por um desses maravilhosos 'acasos' do destino, estava eu louco para voltar de São Paulo numa tarde chuvosa, precisando chegar em Recife o mais rápido possível.
O vôo estava lotado e o único lugar disponível era uma janela, na última poltrona. Sem pensar concordei de imediato, peguei meu bilhete e fui para o embarque.
Embarquei no avião, me acomodei na poltrona indicada: a janela. Janela que há muito eu não via, ou melhor, pela qual já não me preocupava em olhar. E, num rompante, assim que o avião decolou, lembrei-me da primeira vez que voara. Senti novamente e estranhamente aquela ansiedade, aquele frio na barriga. Olhava o avião rompendo as nuvens escuras até que, tendo passado pela chuva, apareceu o céu.
Era de um azul tão lindo como jamais tinha visto. E também o sol, que brilhava como se tivesse acabado de nascer.
Naquele instante, em que voltei a ser criança, percebi que estava deixando de viver um pouco a cada viagem em que desprezava aquela
vista.
Pensei comigo mesmo: será que em relação às outras coisas da minha vida eu também não havia deixado de me sentar à janela, como, por exemplo, olhar pela janela das minhas amizades, do meu casamento, do meu trabalho e convívio pessoal? Creio que aos poucos, e mesmo sem perceber, deixamos de olhar pela Janela da nossa vida.
A vida também é uma viagem e se não nos sentarmos à janela, perdemos o que há de melhor: as paisagens, que são nossos amores, alegrias, tristezas, enfim, tudo o que nos mantém vivos.
Se viajarmos somente na poltrona do corredor, com pressa de chegar, sabe-se lá aonde, perderemos a oportunidade de apreciar as belezas que a viagem nos oferece.
Se você também está num ritmo acelerado, pedindo sempre poltronas do corredor, para embarcar e desembarcar rápido e 'ganhar tempo', pare um pouco e reflita sobre aonde você quer chegar.
A aeronave da nossa existência voa célere e a duração da viagem não é anunciada pelo comandante. Não sabemos quanto tempo ainda nos resta. Por essa razão, vale a pena sentar próximo da janela para não perder nenhum detalhe.
um dia eu (também) aprendo...
UM DIA VOCÊ APRENDE.....
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança; aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve compará-los com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que leva-se muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde se está indo, mas se você não sabe para onde está indo qualquer lugar serve.
Aprende que ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se; aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou;
Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores, e você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
(AUTOR DESCONHECIDO)
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança; aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve compará-los com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que leva-se muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde se está indo, mas se você não sabe para onde está indo qualquer lugar serve.
Aprende que ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se; aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou;
Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores, e você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
(AUTOR DESCONHECIDO)
quarta-feira, 16 de julho de 2008
São tantas perguntas sem resposta...ainda...
Mas afinal, o que ando fazendo com as minhas frustrações ? Em outros tempos, hoje percebo, que afogava meus desencantos na comida. Hoje, felizmente, já não mais; o esporte assumiu um papel muito importante na minha vida. Ainda assim, me pergunto : que desconforto estranho é esse que não me permite deprimir, chorar, ficar indignada quando percebo que não sou tratada ou respeitada como acredito merecer ? Acredito ? Mereço ? Xiii... Onde estou afogando tudo isto ? Isto me faz mais bem que mal ?
Minha vida profissional está razoavelmente organizada, em paz. Faço um trabalho que conheço bem, que gosto e com companheiros de trabalho, em sua maioria, que prezo e respeito, além de gostar tê-los perto de mim. Não, não estou exatamente infeliz no meu trabalho. Mas falta algo... Falta o tesão, o élan, aquele algo mais que nos permite sonhar, almejar objetivos além do cotidiano... Falta-me perspectiva de crescimento, de evolução. É reconhecimento ? É respeito pelo meu trabalho ? Sei não, sei que o desconforto está lá, me roubando o sorriso que boa parte dos meus amigos e colegas de trabalho prefere ver no meu semblante todos os dias. Eu também, mas não tenho sentido muita vontade de sorrir o tempo todo...
Minha vida pessoal também parece razoavelmente organizada, em paz. Meus pais estão bem, levando a vidinha deles. Meu irmão e sua nova família cada vez mais entrosados e unidos, parecem viver em harmonia. E eu ? Bem, eu...eu... eu estou aqui, ué. Sigo sozinha, é verdade, mas o coração (mais ou menos) aberto, curtindo minha vidinha razoavelmente tranqüila, saudável, aflita com as preocupações das contas a pagar, com a segurança, os afazeres domésticos, planejando meus passeios, minhas viagens, curtindo a doce companhia dos meus amigos, nada demais.
É... mas ainda falta alguma coisa... Talvez a emoção de viver uma relação afetiva de verdade. Faz tempo que não tenho um "problema" deste tipo. Será que eu estou fazendo alguma coisa para mudar esta situação ? Será que isso realmente me incomoda ? Porque me cobro tanto essa experiência de vida ? Pressa ou pressão ?
Talvez porque percebo que o tempo está passando e não sou mais uma jovenzinha... Talvez porque não imaginasse que a esta altura da vida ainda sonharia encontrar um amor de verdade, um companheiro, alguém para partilhar a vida, os amores e as dores de uma vida a dois... Quem me conhece há muito tempo, sabe bem que eu não vivi isso. Casamento é uma coisa e vida a dois é outra; às vezes, até coincide, mas não foi o meu caso. Nessas fases, aflige-me dar-me conta que ainda estou só. Recentemente até imaginei ter encontrado alguém especial, diferente dos mais comuns, mas... Talvez tenha me iludido (?!) ou me enganado (?!), misturado os sentimentos (?!), confundido os sinais (?!); quase perdi um amigo muito querido. Quem sabe teria sido melhor assim, mas como afastaria uma companhia tão doce e que me faz tão bem ? Difícil, né ?
Enfim, são tantas perguntas sem resposta, a fervilhar as minhoquinhas que habitam o meu cérebro que fico assim, meio xoxa, um pouco sem motivo para estampar meu habitual sorriso no rosto. Há os que se preocupam ao me ver ou ouvir assim (porque esse não é o meu perfil habitual) e há os que nem percebem, tamanha a correria desta vida. Nada a fazer. Os dias passam, as idéias vão se aclarando, vou encontrando as respostas que preciso e meu ânimo volta.
Precisava desabafar e este veículo é perfeito. Se você leu até aqui, eu estou de "parabéns!", pois devo ter algum talento mesmo para a comunicação escrita. E de certa maneira, sua leitura me serve de conforto, de suporte emocional, de carinho.
Obrigada !
um beijo,
Dayse
Minha vida profissional está razoavelmente organizada, em paz. Faço um trabalho que conheço bem, que gosto e com companheiros de trabalho, em sua maioria, que prezo e respeito, além de gostar tê-los perto de mim. Não, não estou exatamente infeliz no meu trabalho. Mas falta algo... Falta o tesão, o élan, aquele algo mais que nos permite sonhar, almejar objetivos além do cotidiano... Falta-me perspectiva de crescimento, de evolução. É reconhecimento ? É respeito pelo meu trabalho ? Sei não, sei que o desconforto está lá, me roubando o sorriso que boa parte dos meus amigos e colegas de trabalho prefere ver no meu semblante todos os dias. Eu também, mas não tenho sentido muita vontade de sorrir o tempo todo...
Minha vida pessoal também parece razoavelmente organizada, em paz. Meus pais estão bem, levando a vidinha deles. Meu irmão e sua nova família cada vez mais entrosados e unidos, parecem viver em harmonia. E eu ? Bem, eu...eu... eu estou aqui, ué. Sigo sozinha, é verdade, mas o coração (mais ou menos) aberto, curtindo minha vidinha razoavelmente tranqüila, saudável, aflita com as preocupações das contas a pagar, com a segurança, os afazeres domésticos, planejando meus passeios, minhas viagens, curtindo a doce companhia dos meus amigos, nada demais.
É... mas ainda falta alguma coisa... Talvez a emoção de viver uma relação afetiva de verdade. Faz tempo que não tenho um "problema" deste tipo. Será que eu estou fazendo alguma coisa para mudar esta situação ? Será que isso realmente me incomoda ? Porque me cobro tanto essa experiência de vida ? Pressa ou pressão ?
Talvez porque percebo que o tempo está passando e não sou mais uma jovenzinha... Talvez porque não imaginasse que a esta altura da vida ainda sonharia encontrar um amor de verdade, um companheiro, alguém para partilhar a vida, os amores e as dores de uma vida a dois... Quem me conhece há muito tempo, sabe bem que eu não vivi isso. Casamento é uma coisa e vida a dois é outra; às vezes, até coincide, mas não foi o meu caso. Nessas fases, aflige-me dar-me conta que ainda estou só. Recentemente até imaginei ter encontrado alguém especial, diferente dos mais comuns, mas... Talvez tenha me iludido (?!) ou me enganado (?!), misturado os sentimentos (?!), confundido os sinais (?!); quase perdi um amigo muito querido. Quem sabe teria sido melhor assim, mas como afastaria uma companhia tão doce e que me faz tão bem ? Difícil, né ?
Enfim, são tantas perguntas sem resposta, a fervilhar as minhoquinhas que habitam o meu cérebro que fico assim, meio xoxa, um pouco sem motivo para estampar meu habitual sorriso no rosto. Há os que se preocupam ao me ver ou ouvir assim (porque esse não é o meu perfil habitual) e há os que nem percebem, tamanha a correria desta vida. Nada a fazer. Os dias passam, as idéias vão se aclarando, vou encontrando as respostas que preciso e meu ânimo volta.
Precisava desabafar e este veículo é perfeito. Se você leu até aqui, eu estou de "parabéns!", pois devo ter algum talento mesmo para a comunicação escrita. E de certa maneira, sua leitura me serve de conforto, de suporte emocional, de carinho.
Obrigada !
um beijo,
Dayse
domingo, 13 de julho de 2008
domingo & Anaïs Nin
Como todos nós, às vezes, quero ficar só; em outros dias, tudo o que não quero é ficar entregue ao sabor dos meus pensamentos. Principalmente ao sair de uma semana festiva e, ao mesmo tempo, frustrante em alguns aspectos. Como minhas companhias preferidas estavam ocupadas no dia de hoje, tratei de curtir meu momento solo da melhor maneira possível.
Eis que ao colocar minha correspondência virtual em dia, percebi na mensagem de um amigo, a indicação para um blog sobre a escritora Anaïs Nin (http://annaiis.blogspot.com/). Desandei a devorá-lo. É um blog composto de vários textos que tratam da relação amorosa entre Henry Miller e Anais Nin, com vários textos de temática erótica, bem ao sabor do que gosto de ler (por vezes até de escrever...), dando asas à minha imaginação. Cada um com suas preferências e o respeito é sempre fundamental. Em muitos outros textos no blog, notei certa inquietude de pensamentos e sentimentos que até desejei (do alto da minha ousadia...risos...) que eu mesma pudesse tê-los escrito.
Veja estes dois curtinhos que selecionei :
Censurada
"Os braços foram-me tirados, cantava. Fui punida por abraçar. Abracei. Prendi nos momentos mais belos da minha vida. Fechei nas mãos a plenitude de cada hora. Os braços apertados no desejo de abraçar. Quis abraçar a luz, o vento, o sol, a noite, o mundo inteiro e quis retê-los. Quis acariciar, curar, embalar, envolver, cercar. Forcei-os e prendi de tal modo que se partiram; partiram de mim."
====================
Indomáveis pensamentos...
"Engulo as minhas próprias palavras. Rumino e rumino até que tudo se deteriore.Cada pensamento e cada impulso é mastigado até que se transforme em nada.Quero controlar todos os meus pensamentos de uma vez, mas eles fogem em todas as direções. Se o conseguisse seria capaz de capturar os espíritos mais sutis, como um cardume de pequenos peixes de água doce. Poderia revelar inocência e duplicidade, generosidade e cálculo, medo, covardia e coragem.Pretendo dizer toda a verdade porque, para isso, teria de ser capaz de escrever quatro páginas simultaneamente, quatro longas colunas simultâneas, quatro páginas resultando numa, e essa é a razão porque não escrevo nada. Teria para isso de escrever em reverso, voltar atrás constantemente para agarrar os ecos e os acordes."
================
Hoje acordei carente de companhia. Isolei-me por vontade própria até cansar-me de mim mesma. Felizmente amanhã é outro dia. E ainda bem que tudo passa. Até mesmo esse frio...rsrs...
Eis que ao colocar minha correspondência virtual em dia, percebi na mensagem de um amigo, a indicação para um blog sobre a escritora Anaïs Nin (http://annaiis.blogspot.com/). Desandei a devorá-lo. É um blog composto de vários textos que tratam da relação amorosa entre Henry Miller e Anais Nin, com vários textos de temática erótica, bem ao sabor do que gosto de ler (por vezes até de escrever...), dando asas à minha imaginação. Cada um com suas preferências e o respeito é sempre fundamental. Em muitos outros textos no blog, notei certa inquietude de pensamentos e sentimentos que até desejei (do alto da minha ousadia...risos...) que eu mesma pudesse tê-los escrito.
Veja estes dois curtinhos que selecionei :
Censurada
"Os braços foram-me tirados, cantava. Fui punida por abraçar. Abracei. Prendi nos momentos mais belos da minha vida. Fechei nas mãos a plenitude de cada hora. Os braços apertados no desejo de abraçar. Quis abraçar a luz, o vento, o sol, a noite, o mundo inteiro e quis retê-los. Quis acariciar, curar, embalar, envolver, cercar. Forcei-os e prendi de tal modo que se partiram; partiram de mim."
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Indomáveis pensamentos...
"Engulo as minhas próprias palavras. Rumino e rumino até que tudo se deteriore.Cada pensamento e cada impulso é mastigado até que se transforme em nada.Quero controlar todos os meus pensamentos de uma vez, mas eles fogem em todas as direções. Se o conseguisse seria capaz de capturar os espíritos mais sutis, como um cardume de pequenos peixes de água doce. Poderia revelar inocência e duplicidade, generosidade e cálculo, medo, covardia e coragem.Pretendo dizer toda a verdade porque, para isso, teria de ser capaz de escrever quatro páginas simultaneamente, quatro longas colunas simultâneas, quatro páginas resultando numa, e essa é a razão porque não escrevo nada. Teria para isso de escrever em reverso, voltar atrás constantemente para agarrar os ecos e os acordes."
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Hoje acordei carente de companhia. Isolei-me por vontade própria até cansar-me de mim mesma. Felizmente amanhã é outro dia. E ainda bem que tudo passa. Até mesmo esse frio...rsrs...
gostar é sentir com a alma...
“Viver uma verdadeira experiência amorosa é um dos maiores prazeres da vida. Gostar é sentir com a alma, mas expressar os sentimentos depende das idéias de cada um. Condicionamos o amor às nossas necessidades neuróticas e acabamos com ele. Vivemos uma vida tentando fazer com que os outros se responsabilizem pelas nossas necessidades enquanto nós nos abandonamos irresponsavelmente.
Queremos ser amados e não nos amamos, queremos ser compreendidos e não nos compreendemos, queremos o apoio dos outros e damos o nosso a eles. Quando nos abandonamos, queremos achar alguém que venha a preencher o buraco que nós cavamos. A insatisfação, o vazio interior se transformam na busca contínua de novos relacionamentos, cujos resultados frustrantes se repetirão.
Cada um é o único responsável pelas suas próprias necessidades. Só quem se ama pode encontrar em sua vida Um Amor de Verdade.” (Zíbia Gasparetto)
Queremos ser amados e não nos amamos, queremos ser compreendidos e não nos compreendemos, queremos o apoio dos outros e damos o nosso a eles. Quando nos abandonamos, queremos achar alguém que venha a preencher o buraco que nós cavamos. A insatisfação, o vazio interior se transformam na busca contínua de novos relacionamentos, cujos resultados frustrantes se repetirão.
Cada um é o único responsável pelas suas próprias necessidades. Só quem se ama pode encontrar em sua vida Um Amor de Verdade.” (Zíbia Gasparetto)
quarta-feira, 25 de junho de 2008
um texto provocador...
ATALHOS
Martha Medeiros
Quanto tempo a gente perde na vida?
Se somarmos todos os minutos jogados fora,
Perdemos anos inteiros.
Depois de nascer,
a gente demora pra falar,
Demora pra caminhar,
Aí mais tarde demora pra entender certas coisas,
Demora pra dar o braço a torcer.
Viramos adolescentes
Teimosos e dramáticos.
Levamos um século
Para aceitar o fim de uma relação,
E outro século
Para abrir a guarda para um novo amor...
E já adultos
Demoramos a dizer a alguém o que sentimos,
Demoramos a perdoar um amigo,
Demoramos a tomar uma decisão.
Até que um dia a gente faz aniversário.
37 anos. Ou 41. Talvez 48.
Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto.
E a gente descobre que o tempo
Não pode continuar sendo desperdiçado.
Fazendo uma analogia com o futebol,
É como se a gente estivesse
Com o jogo empatado no segundo tempo
E ainda se desse ao luxo
De atrasar a bola pro goleiro
Ou fazer tabelas desnecessárias.
Que esbanjamento.
Não falta muito pro jogo acabar.
É preciso encontrar logo o caminho do gol.
Sem muita frescura,
Sem muito desgaste,
Sem muito discurso.
Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade,
É ir direto ao assunto.
Excetuando-se no sexo, onde a rapidez não é louvada,
Pra todo o resto é melhor atalhar.
E isso a gente só alcança
Com alguma vivência e maturidade.
Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando,
Não esperam sentadas,
Não ficam dando voltas e voltas,
Não necessitam percorrer todos os estágios.
Queimam etapas.
Não desperdiçam mais nada.
Uma pessoa é sempre bruta com você?
Não é obrigatório conviver com ela.
O seu amor está enrolando muito?
Beije-o primeiro.
A resposta do emprego ainda não veio?
Procure outro enquanto espera.
Paciência só para o que importa de verdade.
Paciência para ver a tarde cair.
Paciência para sorver um cálice de vinho.
Paciência para a música e para os livros.
Paciência para escutar um amigo.
Paciência para aquilo que vale nossa dedicação
Pra enrolação...
ATALHO!
Martha Medeiros
Quanto tempo a gente perde na vida?
Se somarmos todos os minutos jogados fora,
Perdemos anos inteiros.
Depois de nascer,
a gente demora pra falar,
Demora pra caminhar,
Aí mais tarde demora pra entender certas coisas,
Demora pra dar o braço a torcer.
Viramos adolescentes
Teimosos e dramáticos.
Levamos um século
Para aceitar o fim de uma relação,
E outro século
Para abrir a guarda para um novo amor...
E já adultos
Demoramos a dizer a alguém o que sentimos,
Demoramos a perdoar um amigo,
Demoramos a tomar uma decisão.
Até que um dia a gente faz aniversário.
37 anos. Ou 41. Talvez 48.
Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto.
E a gente descobre que o tempo
Não pode continuar sendo desperdiçado.
Fazendo uma analogia com o futebol,
É como se a gente estivesse
Com o jogo empatado no segundo tempo
E ainda se desse ao luxo
De atrasar a bola pro goleiro
Ou fazer tabelas desnecessárias.
Que esbanjamento.
Não falta muito pro jogo acabar.
É preciso encontrar logo o caminho do gol.
Sem muita frescura,
Sem muito desgaste,
Sem muito discurso.
Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade,
É ir direto ao assunto.
Excetuando-se no sexo, onde a rapidez não é louvada,
Pra todo o resto é melhor atalhar.
E isso a gente só alcança
Com alguma vivência e maturidade.
Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando,
Não esperam sentadas,
Não ficam dando voltas e voltas,
Não necessitam percorrer todos os estágios.
Queimam etapas.
Não desperdiçam mais nada.
Uma pessoa é sempre bruta com você?
Não é obrigatório conviver com ela.
O seu amor está enrolando muito?
Beije-o primeiro.
A resposta do emprego ainda não veio?
Procure outro enquanto espera.
Paciência só para o que importa de verdade.
Paciência para ver a tarde cair.
Paciência para sorver um cálice de vinho.
Paciência para a música e para os livros.
Paciência para escutar um amigo.
Paciência para aquilo que vale nossa dedicação
Pra enrolação...
ATALHO!
segunda-feira, 23 de junho de 2008
sobre a emoção de correr a Super 40

Queridos colegas corredores,
Hoje, ao final da prova, o que para boa parte de vocês, foi apenas mais uma corrida, para mim foi a realização de mais um sonho, mais um desafio vencido, mais uma superação dos meus limites. Sei que foi o meu esforço pessoal, minha disciplina e determinação que me empurraram até a manhã de hoje. Mas sei também que o incentivo, o apoio, a receptividade, o respeito, o estímulo e o carinho de vocês foram fundamentais nesta minha “caminhada”. Cada um me deu uma dica, uma pequena orientação, um estímulo, uma palavra de incentivo; eu aproveitei o que pude e cá estou eu. Cansada sim, mas muito, muito feliz !
Muitos de vocês mal me conhecem. Alguns (poucos) desta lista privam da minha amizade pessoal fora da empresa. Estes certamente entederão este meu ato e, principalmente, o significado desta mensagem. Eu não conseguiria encerrar o meu domingo sem colocar no papel (digo, na tela do computador) um pouco do sentimento que corou minha conquista de hoje.
Na prova Super 40 do ano passado, eu compareci apenas como uma coadjuvante torcedora de 2 equipes. Sonhava, há muito tempo, em poder correr. Era um sonho impossível, eu ouvia e acreditava como verdade absoluta. Consegui provar pra mim mesma, que a gente pode muito mais do que aquilo que nos dizem que podemos. Mas precisamos acreditar mais em nós mesmos. Quero preservar comigo esta energia que me fez acreditar que eu poderia correr, para mudar todos os outros setores da minha vida e assim realizar todos os meus “sonhos impossíveis”. Hoje senti muito orgulho do meu feito e mais ainda, de acompanha-los numa atividade que realmente transformou a minha vida. E em muito pouco tempo.
Talvez tenha sido por isso que as lágrimas iam me turvando o olhar, quando avistei o pórtico da chegada, cumprindo um tempo de corrida inimaginável pra mim até há alguns meses atrás. Entretanto, a felicidade espantou o choro e a emoção represada acabou por me derrubar a pressão arterial alguns minutos depois...risos... Nada sério e em pouco tempo eu já estava refeita e de volta à alegre algazarra que promovemos na torcida por cada colega que passava por nosso ponto-de-encontro.
Para os colegas mais competitivos, nosso resultado geral pode ter ficado um pouco abaixo das expectativas. Como grupo, demos um show ! Há uns 30 dias atrás, éramos pouco mais de 20 pessoas interessadas. Não poderíamos supor que formaríamos um grande grupo, com 40 participantes, sem que ocorresse uma única falta. Estamos todos de PARABÉNS ! Comparecemos numa cinzenta manhã de domingo, cientes do nosso compromisso pessoal e para com o grupo. Por livre e espontânea vontade. Formamos realmente 4 equipes vencedoras ! Cada um de nós deu o melhor de sua capacidade e todos deixamos o Aterro vitoriosos, com um sorriso nos lábios, uma medalha no peito e uma penca de fotos para recordar. Foi uma linda festa ! Melhor do que eu mesma conseguiria imaginar diante daquela que participei no ano passado. Não é para me orgulhar de pertencer a um grupo assim ?
Muito obrigada por me receber tão bem neste seleto grupo ! Certamente, nossa formação vai variar bastante ao longo dos próximos eventos. Mas os primeiros idealizadores desta empreitada devem se sentir orgulhosos do grupo que se uniu a eles : não eram mais que 5 ou 6 corredores; hoje, fomos 40 ! Portanto, não deixemos esmorecer, na nossa lida diária, a energia e alegria que permeou nosso grupo hoje.
Tenhamos todos uma boa semana ! Bom trabalho e bons treinos !
Um abraço carinhoso,
Dayse Botelho
Rio de Janeiro, 6 de abril de 2008.
21h55
Hoje, ao final da prova, o que para boa parte de vocês, foi apenas mais uma corrida, para mim foi a realização de mais um sonho, mais um desafio vencido, mais uma superação dos meus limites. Sei que foi o meu esforço pessoal, minha disciplina e determinação que me empurraram até a manhã de hoje. Mas sei também que o incentivo, o apoio, a receptividade, o respeito, o estímulo e o carinho de vocês foram fundamentais nesta minha “caminhada”. Cada um me deu uma dica, uma pequena orientação, um estímulo, uma palavra de incentivo; eu aproveitei o que pude e cá estou eu. Cansada sim, mas muito, muito feliz !
Muitos de vocês mal me conhecem. Alguns (poucos) desta lista privam da minha amizade pessoal fora da empresa. Estes certamente entederão este meu ato e, principalmente, o significado desta mensagem. Eu não conseguiria encerrar o meu domingo sem colocar no papel (digo, na tela do computador) um pouco do sentimento que corou minha conquista de hoje.
Na prova Super 40 do ano passado, eu compareci apenas como uma coadjuvante torcedora de 2 equipes. Sonhava, há muito tempo, em poder correr. Era um sonho impossível, eu ouvia e acreditava como verdade absoluta. Consegui provar pra mim mesma, que a gente pode muito mais do que aquilo que nos dizem que podemos. Mas precisamos acreditar mais em nós mesmos. Quero preservar comigo esta energia que me fez acreditar que eu poderia correr, para mudar todos os outros setores da minha vida e assim realizar todos os meus “sonhos impossíveis”. Hoje senti muito orgulho do meu feito e mais ainda, de acompanha-los numa atividade que realmente transformou a minha vida. E em muito pouco tempo.
Talvez tenha sido por isso que as lágrimas iam me turvando o olhar, quando avistei o pórtico da chegada, cumprindo um tempo de corrida inimaginável pra mim até há alguns meses atrás. Entretanto, a felicidade espantou o choro e a emoção represada acabou por me derrubar a pressão arterial alguns minutos depois...risos... Nada sério e em pouco tempo eu já estava refeita e de volta à alegre algazarra que promovemos na torcida por cada colega que passava por nosso ponto-de-encontro.
Para os colegas mais competitivos, nosso resultado geral pode ter ficado um pouco abaixo das expectativas. Como grupo, demos um show ! Há uns 30 dias atrás, éramos pouco mais de 20 pessoas interessadas. Não poderíamos supor que formaríamos um grande grupo, com 40 participantes, sem que ocorresse uma única falta. Estamos todos de PARABÉNS ! Comparecemos numa cinzenta manhã de domingo, cientes do nosso compromisso pessoal e para com o grupo. Por livre e espontânea vontade. Formamos realmente 4 equipes vencedoras ! Cada um de nós deu o melhor de sua capacidade e todos deixamos o Aterro vitoriosos, com um sorriso nos lábios, uma medalha no peito e uma penca de fotos para recordar. Foi uma linda festa ! Melhor do que eu mesma conseguiria imaginar diante daquela que participei no ano passado. Não é para me orgulhar de pertencer a um grupo assim ?
Muito obrigada por me receber tão bem neste seleto grupo ! Certamente, nossa formação vai variar bastante ao longo dos próximos eventos. Mas os primeiros idealizadores desta empreitada devem se sentir orgulhosos do grupo que se uniu a eles : não eram mais que 5 ou 6 corredores; hoje, fomos 40 ! Portanto, não deixemos esmorecer, na nossa lida diária, a energia e alegria que permeou nosso grupo hoje.
Tenhamos todos uma boa semana ! Bom trabalho e bons treinos !
Um abraço carinhoso,
Dayse Botelho
Rio de Janeiro, 6 de abril de 2008.
21h55
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