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sábado, 2 de abril de 2011

Um peregrino - Augusto Cury

“Educar é viajar no mundo do outro sem nunca penetrar nele. É usar o que pensamos para nos transformar no que somos. O maior educador não é o que controla, mas o que liberta. Não é o que aponta os erros, mas o que os previne. Não é o que corrige comportamentos, mas o que ensina a refletir. Não é o que observa apenas o que é tangível aos olhos, mas o que vê o invisível. Não é o que desiste facilmente, mas o que estimula sempre a começar de novo. Um bom educador abraça quando todos rejeitam; anima quando todos condenam; aplaude os que nunca subiram ao pódio; vibra com a coragem de disputar dos que ficaram nos últimos lugares. Não procura o seu próprio brilho, mas faz-se pequeno para tornar os seus filhos, alunos e colegas de trabalho grandes. Que educador daria conta desta missão? (...)”.

Alerta está colocado na porta de um espaço terapêutico !

O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
O coração enfarta quando chega a ingratidão.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a"criança interna" tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.

O plantio é livre, a colheita, obrigatória.

Preste atenção no que você esta plantando, pois será a mesma coisa que irá colher!!

A sua vida depende de suas escolhas!!!

domingo, 13 de março de 2011

sobre o filme O DISCURSO DO REI

Não quero nem tentar parecer crítica de cinema, porém eis-me aqui escrevendo sobre minhas percepções a cerca deste filme.

Para começar, não foi nada fácil. Foram várias tentativas, idas frustradas a cinemas lotados. Ufa ! Mas valeu cada minuto... e cada lágrima ! Em 2011, até agora, foi o filme mais bonito, na minha opinião. Premiação merecidíssima com o Oscar! Melhor filme e melhor ator ! Sou suspeita – adoro e acompanho Colin Firth há muito tempo. Poucas vezes me empenhei em assistir aos filmes ganhadores de Oscar do ano. Não entendo muito e nem sempre concordo com a “academia”. Não como crítica ou cinéfila, mas como apreciadora mesmo.

Difícil definir qual o tema que mais me agradou : a amizade ? a superação ? Começo pela amizade, pois que despertou-me sentimentos que trouxeram lágrimas aos meus olhos em diversos momentos durante o filme. Fiquei tocada ao ver na tela grande o valor do carinho e da amizade verdadeira e desinteressada demonstrada pelo terapeuta que se dispõe a tratar do rei. Não permitiu que ele desistisse de se tratar e acreditava na cura dele quando nem mesmo ele acreditava em si. Isto não tem preço ! Quem já teve ou tem alguma amizade assim, sabe bem do que estou falando. Este é o amigo que te critica sim, mas te ajuda, te empurra pra cima, enxerga tuas qualidades e não ignora teus defeitos, quando você teima em só lembrar dos problemas e não reconhecer o sucesso.

A superação acontece a partir do momento em que o rei passa a acreditar em si e enfrenta os fantasmas que o “terapeuta” tão sabiamente desvendou e o ajudou a enxergar. Não sem esforço, sem dor. Mas persistente, insistente, humildemente. Quantas vezes não resistimos ao avanço e à evolução por bobagem, por simplesmente medo de não saber como lidar com o “futuro” que se apresentará ?

Antes do terapeuta, não posso esquecer o apoio da incansável esposa, pois que mais que a mulher, amante, companheira, foi soberanamente amiga, buscando uma possível solução para um problema que atrapalhava a vida do seu amado marido desde sempre. Ela via mais nele do que ele mesmo era capaz de ver em si. Que diferença um suporte como esse faz na vida de alguém... Quem já recebeu sabe bem do que estou falando.

Bem, essa foi a minha leitura deste filme. Meio óbvia ? Talvez. Claro que filmes, livros e canções significam mais ou menos para cada um de nós a partir das nossas experiências pessoais. Gostei muito do polêmico “Cisne Negro” também. Principalmente porque novamente identifiquei-me com a história a partir de experiências pessoais. Um filme muito louco, uma história incrível, sobre as angústias de uma pessoa doente, uma profissional brilhante e dedicada. Mas isso já seria uma outra conversa, uma outra reflexão.

Por ora, só queria mesmo dividir um pouco com os meus escolhidos – vocês –minhas impressões sobre este belíssimo filme. Teria muito mais a dizer, mas esse texto ficaria longo demais e cansativo.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Renovar as esperanças !

Quero me desfazer de todas as angústias.
Deixá-las perdidas em qualquer gaveta do passado.
Com elas deixar os desamores,
Frustrações, os sonhos não realizados.
Em minha vida abrir um novo espaço
Com novas crenças, menos temores,
Novos sonhos e metas.
De velho, somente os amigos.
De novo, nenhum inimigo.
Oh novo ano!
Cuide para que os seus novos dias não me pesem tanto sobre os ombros!
Que seus sacolejos não deixem calos ou marcas tão profundas,
Apenas lições aprendidas,
Experiências vividas,
Glórias somadas,
Vitórias conquistadas e divididas!
Faça-me menos intolerante ou inconseqüente,
Muito mais amável!
Se me conceder a glória de viver todos os seus dias,
Faça com que minha vida não seja em vão!
Que cada passo, vitorioso ou não,
Seja vivido com meus amigos!
E que cada amigo reconheça em mim um aliado!
Enfim, novo ano, que não seja tudo tão novo
Que nunca tenhamos vivido,
Mas novo o suficiente para renovar nossas esperanças!

(desconheço o autor)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

extraído do perfil de Livia Garcia Roza (no FaceBook)

"A dificuldade em se iniciar um texto, não é a da página ou da tela em branco, mas sim o fato delas estarem povoadas de lugares-comuns, chavões, etc. É preciso recuperar o branco, a nudez - o vazio. Assim, desprovido de apegos, o texto falará."

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Caramba ! É exatamente esse o sentimento que me inunda quando me dedico a escrever. As idéias brotam na mente, mas ao deparar com o papel ou a tela do computador, eis que surge a dificuldade em fugir dos chavões. Que me perdoem aqueles que se dedicam a ler o que escrevo. E muito agradeço pela atenção dispensada.
:)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

frase enviada por um amigo (que me provocou a reflexão)

"Difícil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que mais se ama.

Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer."

(Bob Marley)

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Em parte, se aplica a mim. Sigo lutando por outros aspectos que ainda amo e acredito, mas que não me façam mais sofrer (tanto) e que estejam mais ao meu alcance ou sejam do meu merecimento.

Se desistir é difícil, esquecer é desnecessário; superar e sublimar é o desafio de todos os dias. Viver é se reinventar.

sobre o amor na amizade e as coincidências de amor

O que há em comum entre o livro “A Fera na Selva” e os filmes “Coincidências do Amor” e “O Segredo dos Seus Olhos” ? Posso arriscar várias argumentações. Por hora, vou apostar só numa : o amor na amizade e as coincidências de amor. Mas poderia falar da espera, do tempo que passa e do que acontece durante a passagem do tempo.

Quem ainda não leu o livro e nem viu estes filmes, minha redação não fará o menor sentido. Vários foram os pensamentos que me provocaram as idéias a partir do texto e dos filmes. Um deles foi sobre o que leva as pessoas a esperarem por tanto tempo para revelar / assumir aquilo que lhes vai na alma ? E porque o fazem ? Medo do julgamento alheio ? Medo de sofrer ? Medo de viver ? Ai, como sofrem e se exasperam enquanto esperam...

Há dias, meses, este texto está começado. E é refeito, corrigido, alterado. Medo. Do julgamento alheio. Sobre o quê escrevo, como escrevo. Sobre o que penso. E assim passa o tempo e este texto amadurece. Quem sabe quando irá finalmente para o blog, um espaço no qual decidi, um dia, armazenar os textos que gosto e os que escrevo, como numa modesta biblioteca virtual, onde separo e reservo o que me é especial. Mas, voltemos...

No livro, “A fera na selva’, o personagem principal espera um precioso tempo sem contudo assumir o que lhe vai ao coração tão obviamente. Ao sabor dos acontecimentos, sua vida passa. Acontecimentos abruptos tomam-lhe a vida de assalto e eis que, tarde demais, ele se dá conta do que mais lhe importava. Tarde demais...

Já no filme “O segredo dos seus olhos”, um filme argentino, com um ator argentino maravilhoso, Ricardo Darin, o personagem dele guarda para si um sentimento que teme não correspondido. 25 anos se passam até que sua verdade, seu mote de vida, pode ser, enfim, revelado. Ao desvendar-se o mistério do filme, desvenda-se o mistério da vida de seu personagem, tão lindamente aguardado e guardado por anos a fio. Felizmente, não tarde demais. Mas porque esperou tanto ? E o tanto que sofreu durante todo esse tempo, nos desencontros ? Enfim...

Por fim, no filme “Coincidências do amor”, o que começa com uma amizade sincera, entre 2 amigos que se amam, se respeitam e se querem muito bem. Ajudam-se em tudo, compreendem-se, afastam-se para cuidar do que acreditam ser seu maior objetivo na vida. Em um dado momento, pouco antes do segredo / coincidência revelar-se, a agonia vem à tona na forma mais desastrada possível. O filme até toma um ar óbvio e enfadonho, mas certamente divertido. Porque razão estes amigos esperaram tanto tempo para revelar seu amor um ao outro ? Então amigos não se amam ?

Amam-se. De maneiras diferentes, ainda que por vezes, sequer admitam. Não entendem, mas a verdade é que amam-se ! Alguém há de dizer que adoro este tema. Gosto mesmo. Sou uma romântica incorrigível, que gosta de falar e escrever sobre o amor e suas mais diversas manifestações. Se é a temática que mais me aflige, é certamente a que me move neste mundo. Acredito no amor, na sua existência, nas suas mais diversas formas – família, amigos, amantes, trabalho, lugares, musicas, livros, filmes, textos... Não abro mão deste sentimento; muito ao contrário, quanto mais velha fico, mais acredito e mais vivo de acordo com aquilo que acredito. Voltando...

Amigos se amam, se respeitam, se querem bem. Se acompanham, se ajudam, se apóiam. Se compreendem. Brigam ? Claro ! São seres diferentes, inigualáveis, com pensamentos e experiências de vida diversas, que se compõem e contrapõem. É enriquecedor ! Impressionante é o fato de passarem uma vida inteira (olha o tempo, aí !) para assumirem o amor que sentem um pelo outro... Fazer o quê, né ?

Fica então, aqui, por ultimo, uma mensagem especial aqueles a quem amo : não percam mais tempo ! Mostrem logo ao seu “objeto amado” o quanto ele/ela/aquilo é importante pra você. O sentimento é o que nos diferencia dos animais : não agimos por instinto, mas porque pensamos e sentimos. Somos os únicos seres que sabem verbalizar, demonstrar afeto, sentimento. Não permita que o tempo passe e que seu amor se afaste de você. Ainda que não correspondido... não deixe de sentir, de amar, de viver. Com verdade e convicção.

Um beijo afetuoso,
Dayse

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

em homenagem às pessoas de que GOSTO muito...

Gosto de você
Arthur da Távola

Gosto de gente com a cabeça no lugar,
de conteúdo interno, idealismo nos olhos
e dois pés no chão da realidade.

Gosto de gente que ri, chora,
se emociona com uma simples carta,
um telefonema,
uma canção suave,
um bom filme,
um bom livro,
um gesto de carinho,
um abraço,
um afago.

Gente que ama e curte saudades,
gosta de amigos, cultiva flores,
ama os animais.
Admira paisagens, poeira; e escuta.

Gente que tem tempo para sorrir bondade,
semear perdão, repartir ternuras,
compartilhar vivências
e dar espaço para as emoções dentro de si,
emoções que fluem naturalmente
de dentro de seu ser!

enviado a mim por Paola Gerbatin

DESEJOS

Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

por Carlos Drummond de Andrade

domingo, 16 de maio de 2010

enviado a mim por Manuela Madureira

É Proibido - Pablo Neruda

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

em Teresina (PI)...

Pois é, cá me encontro... Em Teresina o tempo me sobra, obrigando-me a refletir sobre o que me aflige enquanto busco incansavelmente relaxar. Engraçado isso, não ?!

A cidade é pacata para uma capital do estado mais pobre do país. Estou bem instalada e bem acompanhada, sem conflitos. Não é uma cidade modernosa (como Rio, SP ou Curitiba), nem atrasada para uma cidade no sertão nordestino e pobre desse Brasil que amo. Tem lá seus hábitos provincianos (como por exemplo, fechar durante 2 horas para almoço, já que TODOS almoçam em casa, afinal, o trânsito permite; ou fechar tudo-tudo-tudo por conta do feriado : nem padaria fica aberta!).

Além disso, o calor é constante, senegalês, semelhante, embora diferente do verão que vivi recentemente no Rio de Janeiro : a temperatura passa pouco dos 30 graus, mas você sua o tempo todo, na sombra, na brisa, parada ou em movimento : o tempo todo !

A riqueza oprime a pobreza pelas ruas da cidade : você, como classe média, até se sente mal. O pobre aqui tem até vergonha de existir e de te olhar nos olhos. É... isso ainda existe. Violência ? Deve ter sim, é cidade grande. Mas você não se sente ameaçada/o o tempo todo porque tem um Palio velho e estaciona na porta de um mercado ou restaurante : ninguém te ameaça ou te exige dinheiro... No máximo, se a coragem for muita e a necessidade também, o pedinte te pede.

Os carros importados abundam pelas ruas pobres, contrastando com os casebres de algumas ruelas beira-rio. Os pobres se amontoam nas filas das lojas do centro para pagar suas enésimas prestações de sei-lá-o-quê de tão caro e tão vagabundo. Os produtos medianos são caros, mas as parcelas cabem no orçamento do coitado. Os artigos de melhor qualidade são carésimos, comprados apenas, talvez, pelos políticos e empresários, donos de mais de metade da cidade, dos empregos, dos serviços. Esse é um país realmente supreendente.

No geral, os teresinenses são simpáticos, amistosos, educados, agradáveis, em sua maioria. Sempre um sorriso nos lábios ao dirigir-se a você. Têm prazer no serviço que prestam, ainda que lentos. Quanto maior o grau de instrução, menor educação e humildade - não precisava ser assim, né ? Mas é... Enfim...

A quem se pergunta o que vim fazer aqui, respondo : parte da família agora vive aqui no Piauí. Meu irmão passou num concurso público e está muito bem instalado em Teresina, feliz com seu trabalho, seu salário em dia, sua qualidade de vida recuperada. Transferiu-se com a família (a que coube na "bagagem", já que nem todos podiam vir), livros, mala e cuia em 2009. Aqui seu trabalho é reconhecido e respeitado. Aqui vive tranquila e pacatamente, já estranhando nossa excitação da grande metrópole. Além de vir conhecer esta cidade, trouxe meus pais para matar a saudade do filhão. Acho que Teresina entrou no meu roteiro de férias. E como eu quase não gosto de viajar, imagine, vai ser um sacrifício e tanto...risos...

um abraço,
Dayse

quinta-feira, 18 de março de 2010

Traduzir-se - Ferreira Gullar

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?

mensagem recebida no dia 8 de março de 2010

Assunto: Dia das mulheres


Não lhes desejei um bom dia hoje
Embora tenha pensado nisso várias vezes
Eu sei que hoje é especial
Mas, acho que me recuso a aceitar que seja
Ou melhor, que tenha que ser
Deveríamos agradece-las diariamente
Pelo carinho, pela atenção, pela paciência
Pelo calor, pelo colo, pelo choro
Por todas as reprimendas
Que nos fizeram adultos
E também que pelo encanto
Que nos mantém meninos
Não basta um dia para que seja lembrado
Uma vida e ainda seria pouco
Pelo muito que vocês merecem
Em silêncio e com admiração as homenageio
E já que não lhes desejei um bom dia
Que seja uma boa noite
Do dia das mulheres

Bjs
Antonio Helio Monteiro

"De repente, tecnologia" - Wagner Moura








Mais uma contribuição de um amigo com nome famoso - não é o ator !
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"O Cockpit paulista do homem de RH, Wagner Moura.

Precisa de mais de 280 teclas para trabalhar. Um grande pianista precisa de muito menos...

O que as teclas fizeram conosco? Ainda bem que o criador nos deu dedos, senão estaríamos todos enlouquecidos, cutucando as coisas com a ponta do nariz."

Roldo Goi

É assustador, mas é verdadeiro. Nosso cotidiano se reduziu a apertar alguma tecla ou botão. Não que isso seja novidade porque “apertar botão” faz parte das nossas vidas há muito tempo: ligar a televisão, o rádio, eletrodomésticos etc. Agora temos botões, teclas e até equipamentos com o famoso "touch screen" (toque na tecla) em todo e qualquer equipamento que usamos, seja analógico (onde já tínhamos botões) e agora, mais modernos, os chamados digitais.

Eu confesso que fico maluco ao ver um carro cheio de botões, teclas, sinais, luzes. Isto me encanta e acho que é pelo fato de me dar curiosidade para mexer em todos e saber a funcionalidade de cada um - acho que os projetistas fazem de propósito porque este mundo de botões encantará alguém como este que aqui escreve e certamente para vender mais e mais.

Acho que isto se repete para outros equipamentos. Você acha que há simplicidade no uso dos novos eletrodomésticos? Pergunte a seus pais se eles sabem como usar. Se souberem, pergunte a seus avós. Esses, certamente, responderão que apanham para colocar alguma coisa para funcionar. Já reparou os idosos nos bancos? Coitados. Eles tentam uma, duas, três vezes e depois se entregam à ajuda de um estranho ou algum funcionário do banco.

E os telefones? Ah! Antigamente os aparelhos possuíam um disco com dez furos e colocávamos o dedo discar o número desejado. Há tempos, já dispomos de teclas e recentemente podemos digitar no visor. Isso sem falar nos novos aparelhos com mobilidade, popularmente chamados de celulares. Isso mesmo, os celulares, aqueles que nos acompanham em todas as ocasiões e lugares (eu poderia arriscar em dizer todos, literalmente) e hoje é a companhia mais certa que temos.

A foto foi tirada em uma das viagens a São Paulo. Eu estava cobrindo férias de uma pessoa de recursos humanos de lá e tinha levado meu laptop. Ao receber um consultor na sala onde trabalhava, ele me chamou atenção o quanto de tecnologia eu tinha em minhas mãos.

Tudo bem que o outro computador estava desligado, mas veja que loucura: laptop, calculadora, aparelho de telefonia fixa, aparelho de telefonia móvel. Será que em algum momento começaremos a confundir e apertar as teclas do computador achando que o telefone irá responder ou fazer contas na calculadora e achar que automaticamente os resultados serão transferidos direto para o computador (nem sei se isso já é possível) ou até mesmo serão impressos?

Isto tudo é acessibilidade? Ao ligar para a casa de alguém conhecido e este não atender, pode-se tentar fazer contato pelo computador (MSN, Facebook, Orkut, Skipe, Google talk ou sei lá mais o quê - já fico perdido com tantos meios de relacionamentos). Se mesmo assim não responder, ligamos para o celular. Chamou mas não atendeu? Significa que a pessoa viu quem chamava, porém não podia atender no momento. Então, a saída é ligar de novo para ver se atende na segunda vez. Não atendeu? A saída é deixar recado: "Te liguei em casa e agora no celular. Liga para mim quando puder." Outra saída também é mandar torpedos, as famosas mensagens de texto curtas entre celulares. Assim não tem desculpas. Deixou recado e mandou mensagem.

De qualquer forma, é difícil nos imaginar nos dias de hoje sem este mundo de teclas e botões. Estaríamos isolados e sem acesso ao mundo de informações na internet, sem contatos rápidos com os amigos, familiares, serviços etc, sem troca de mensagens por correio eletrônico ou mensagens de texto curtas (é quase o fim da troca de cartas), sem os novos e modernos sites de relacionamento.

Espero que goste.

Wagner

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Homenagem à minha sobrinha Maria Eduarda nos seus 15 anos (em 14/março/2009)

Querida Duda,

Desculpe começar esta homenagem assim, chamando você pelo apelido doméstico, quando você recebeu um nome lindo ao nascer : MARIA EDUARDA. Nome de rainha, de nobreza, sonoro, vibrante !

Pois é, menina... Eis que o tempo passou e hoje estamos aqui, com você, celebrando seus 15 anos.

Seus amigos aqui presentes podem até brincar com você sobre este momento, achar que é cafona, piegas. Não dê importância ! Tenha a simples certeza de que no fundo, no fundo, todos eles gostariam de estar no seu lugar e receber essas mensagens hoje.

Duda, você entrou na nossa vida inesperadamente. Nos encantou com o seu jeito carinhoso e generoso de estar sempre por perto, nos ajudando sempre, nos divertindo, conversando, perguntando, dividindo. Tem sido para nós um enorme prazer conviver com você, colaborar na sua formação, compartilhar dos seus sonhos, seus anseios, suas angústias, seus primeiros amores e dos seus mirabolantes planos de vida. Sonhe sempre ! Não desista nunca ! E esteja aberta a sempre recomeçar e reformular.

Na sua companhia, todos nós voltamos um pouquinho no tempo e com os nossos 15 anos de volta. Aproveite ! Muito. Passa rápido e é muito bom na vida adulta termos saudades e lembranças desta fase da vida.

Parabenizamos seus pais pela educação que eles vem se esforçando para te dar, sempre na tentativa de te deixar a melhor formação psicológica e acadêmica possível. Se às vezes te desagradam, saiba que é sempre pensando no que é melhor pra você, na sua segurança e na sua proteção. Mais tarde na vida, você vai se lembrar com carinho de algumas recomendações que hoje te contrariam – e vai sentir uma saudade enorme de quando eles cuidavam diariamente de você.

Parabenizamos igualmente suas avós que vibraram preparando este evento pra você. Sabem elas muito bem o que todo este momento significa na vida. É uma nova fase que começa pra você. Novas responsabilidades, a infância ficando para trás, a juventude brotando dos seus olhos, dos seus planos, da sua energia. Tenho certeza de que elas estão tão felizes quanto você.

Enfim, Duda, somos a parte da família que seu coração carinhosamente adotou há quase 5 anos atrás. Você é a nossa neta e sobrinha emprestada que tanto nos enche de orgulho. Nós te desejamos toda a boa sorte que o destino te colocar no caminho e que possamos te acalentar e te proporcionar a segurança necessária para enfrentar qualquer dificuldade que porventura surgir. Assim é a nossa vida : enfrentando com sabedoria e lucidez as adversidades e celebrando todas as pequenas e grandes vitórias.

Felicidades !

Mania de explicação - de Adriana Falcão

Era uma menina que gostava de inventar uma explicação para cada coisa.

Explicação é uma frase que se acha mais importante do que a palavra.
As pessoas até se irritavam, irritação é um alarme de carro que dispara bem no meio de seu peito, com aquela menina explicando o tempo todo o que a população inteira já sabia. Quando ela se dava conta, todo mundo tinha ido embora. Então ela ficava lá, explicando, sozinha.

Solidão é uma ilha com saudade de barco.

Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue.

Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.

Autorização é quando a coisa é tão importante que só dizer "eu deixo" é pouco.

Pouco é menos da metade.

Muito é quando os dedos da mão não são suficientes.

Desespero são dez milhões de fogareiros acesos dentro de sua cabeça.

Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.

Agonia é quando o maestro de você se perde completamente.

Preocupação é uma cola que não deixa o que não aconteceu ainda sair de seu pensamento.

Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.

Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.

Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.

Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.

Renúncia é um não que não queria ser ele.

Sucesso é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe.

Vaidade é um espelho onisciente, onipotente e onipresente.

Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.

Orgulho é uma guarita entre você e o da frente.

Ansiedade é quando faltam cinco minutos sempre para o que quer que seja.

Indiferença é quando os minutos não se interessam por nada especialmente.

Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.

Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.

Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.

Alegria é um bloco de Carnaval que não liga se não é fevereiro.

Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.

Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.

Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho.

Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia.

Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia.

Perdão é quando o Natal acontece em maio, por exemplo.

Desculpa é uma frase que pretende ser um beijo.

Excitação é quando os beijos estão desatinados pra sair de sua boca depressa.

Desatino é um desataque de prudência.

Prudência é um buraco de fechadura na porta do tempo.

Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.

Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.

Emoção é um tango que ainda não foi feito.

Ainda é quando a vontade está no meio do caminho.

Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.

Desejo é uma boca com sede.

Paixão é quando apesar da placa "perigo" o desejo vai e entra.

Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina.


Ps.qualquer semelhança com alguma pessoa é mera coincidência.

Carpe diem ! Aproveite bem o seu dia ! - Adriano Silva - 04/06/2009 - Revista Exame

Aí um dia você toma um avião para Paris, a lazer ou a trabalho, em um vôo da Air France, em que a comida e a bebida têm a obrigação de oferecer a melhor experiência gastronômica de bordo do mundo, e o avião mergulha para a morte no meio do Oceano Atlântico. Sem que você perceba, ou possa fazer qualquer coisa a respeito, sua vida acabou. Numa bola de fogo ou nos 4 000 metros de água congelante abaixo de você naquele mar sem fim. Você que tinha acabado de conseguir dormir na poltrona ou de colocar os fones de ouvido para assistir ao primeiro filme da noite ou de saborear uma segunda taça de vinho tinto com o cobertorzinho do avião sobre os joelhos. Talvez você tenha tido tempo de ter a consciência do fim, de que tudo terminava ali. Talvez você nem tenha tido a chance de se dar conta disso. Fim.


Tudo que ia pela sua cabeça desaparece do mundo sem deixar vestígios. Como se jamais tivesse existido. Seus planos de trocar de emprego ou de expandir os negócios. Seu amor imenso pelos filhos e sua tremenda incapacidade de expressar esse amor. Seu medo da velhice, suas preocupações em relação à aposentadoria. Sua insegurança em relação ao seu real talento, às chances de sobrevivência de suas competências nesse mundo que troca de regras a cada seis meses. Seu receio de que sua mulher, de cuja afeição você depende mais do que imagina, um dia lhe deixe. Ou pior: que permaneça com você infeliz, tendo deixado de amá-lo. Seus sonhos de trocar de casa, sua torcida para que seu time faça uma boa temporada, o tesão que você sente pela ascensorista com ar triste. Suas noites de insônia, essa sinusite que você está desenvolvendo, suas saudades do cigarro. Os planos de voltar à academia, a grande contabilidade (nem sempre com saldo positivo) dos amores e dos ódios que você angariou e destilou pela vida, as dezenas de pequenos problemas cotidianos que você tinha anotado na agenda para resolver assim que tivesse tempo. Bastou um segundo para que tudo isso fosse desligado. Para que todo esse universo pessoal que tantas vezes lhe pesou toneladas tenha se apagado. Como uma lâmpada que acaba e não volta a acender mais. Fim.

Então, aproveite bem o seu dia. Extraia dele todos os bons sentimentos possíveis. Não deixe nada para depois. Diga o que tem para dizer. Demonstre. Seja você mesmo. Não guarde lixo dentro de casa. Não cultive amarguras e sofrimentos. Prefira o sorriso. Dê risada de tudo, de si mesmo. Não adie alegrias nem contentamentos nem sabores bons. Seja feliz. Hoje. Amanhã é uma ilusão. Ontem é uma lembrança. No fundo, só existe o hoje.

Uma relação especial (escrito em 6/julho/2008)

Eles se encontraram por acaso. Não lembro bem se foi durante uma corrida ou uma festa. Ou será que foi no trânsito ? Na praia ? No cinema ? No bar ? Ou será que trabalham no mesmo prédio e se encontram no elevador ? Não importa. Quando ? Menos ainda.

Importa é que o encontro aconteceu. É uma relação delicada, especial. Sem contato físico (se é que um dia irá acontecer), mas com uma intensidade, uma afinidade, poucas vezes vivida, encontrada, entendida. Eles se amam, é fato. De uma maneira especial, pouco comum aos dias de hoje. Mas se amam. Gostam das mesmas coisas, têm muitas afinidades, se respeitam, se complementam, se mimam, se cuidam, se entendem. Às vezes, basta um olhar, um silêncio, uma ausência e tudo está dito. De uma maneira especial, exclusiva, inédita para este mundo moderno, digital, superficial até.

Ela lembra dele em vários momentos. Gosta de falar-lhe, telefonar-lhe, dizer-lhe que dele se lembrou neste ou naquele momento. Nem sempre o faz, pois respeita-lhe a vida que leva quando dela longe está. Seu desejo mais recôndito é que dela sinta falta, não como amiga, mas como a mulher que é. Decente, madura, discreta. Alegre, tranqüila, afetuosa.

Ele lembra dela em outras varias ocasiões, talvez inconfessáveis porque incompreensíveis. Mima-a. Trata-a com uma delicadeza inexplicável a outrem, a si mesmo talvez, típica de um apaixonado, que não se admite viver esse sentimento tão incabível quanto indesejável em seu atual estilo de vida. Traz-lhe comidinhas, frutas. Ignora também que ser esta uma forma tântrica de viver o sexo, o contato físico, a troca de energia entre os seres humanos ? Não creio. Ele é um homem sensível, culto, inteligente. Talvez viva um conflito, com ele mesmo, com seus desejos, sabe-se lá. E ela, ainda que não entenda, respeita-lhe enquanto deseja-o ardentemente.

Sim, antes de mais nada, é uma relação de respeito. Incomum nos dias de hoje. Com a sensibilidade de ambos à flor da pele. Raramente respeitada pelas pessoas em geral; talvez, por isso, a discrição e o anonimato dessa relação tão delicada quanto especial. Melhor assim : não há exposição, nem pré-julgamentos; ninguém se machuca. Pelo menos, não deveria...

O sentimento brota dos mínimos gestos entre os dois: do torpedo via celular, do telefonema apenas para saber se está tudo bem, do carinho no gesto simples, da leitura num artigo de jornal, numa matéria de revista sobre joelhos (sim, porque ela corre, apesar dos joelhos sofridos e ele se preocupa), num bombom, num presente, numa fruta. Incrível, mas esta também é uma forma de demonstrar amor, paixão, tesão. Negar essa troca de energia alegando amizade chega a ser ingenuidade. A quem querem enganar ?

Velha Infância (Tribalistas) - Composição: Arnaldo Antunes/ Carlinhos Brown/ Marisa Monte

Hoje, dia 20/10/2010, ouvi esta música no rádio enquanto vinha dirigindo pro trabalho. E lembrei-me de um bom e querido amigo, atualmente muito presente no meu cotidiano. Dei-me conta do quanto sentirei sua falta quando nossos caminhos já não se encontrarem com tanta frequencia.

Lembrei-me, em seguida, de outros tantos, que deixaram comigo suas boas lembranças e de quem sinto muita falta, mas que já são raras as ocasiões em que conseguimos nos encontrar. E em nada diminui o nosso carinho mútuo... Não é mesmo, Veroka, Virginia, Marta, Julio, Tim, Leila, Lourdinha, Sergio, Maria, Jandiara ?? Ai, que saudades de vocês, do nosso riso franco e aberto, do nosso coração que nos entende sem que uma palavra precise ser dita...

Alguém sabiamente já disse : amigo é a família que a gente escolhe. Então é isso : bateu saudades da minha "família"...

beijos a vocês e bom dia !
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Velha Infância (Tribalistas) -
Composição: Arnaldo Antunes/ Carlinhos Brown/ Marisa Monte


Você é assim
Um sonho prá mim
E quando eu não te vejo
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito...

Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo

É o meu amor...

E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância...

Seus olhos meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só...

Você é assim
Um sonho prá mim

Quero te encher de beijos
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito...

Eu gosto de você
E gosto de ficar com você

Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor...

E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca

Na nossa velha infância...

Seus olhos meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só...

Você é assim
Um sonho prá mim
Você é assim...
Você é assim...
Você é assim...

-"Você é assim
Um sonho prá mim
E quando eu não te vejo
Penso em você
Desde o amanhecer
Até quando me deito
Eu gosto de você
Eu gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo

É o meu amor"

Saber viver - Cora Coralina

Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura...
Enquanto durar.